domingo, 10 de maio de 2015

Procure ser ético, não moral.

     Olá pessoal, tudo bem? Faz muito tempo que o blog está parado, não é? Eu e Ashitaka, desde então, estamos passando por muitas coisas as quais não nos permitem focar nas postagens. É uma pena, pois deixamos de fazer aquilo que gostamos: escrever o que permite aos nossos leitores verem os três mundos. Ashitaka foi fazer uma viagem cujo objetivo é descobrir-se. Ele estava com alguns problemas e decidiu afastar-se um pouco do "mundo" a fim de encontrar algumas respostas para seus questionamentos. E eu; cursando economia. Acredito que nós estamos passando por um processo no qual poderemos, ao final, escrever com muito mais propriedade e confiança tudo aquilo que lhes permitem conhecer os três mundos.

     Uma coisa que andei pensando sobre o curso é que ele pode formar, majoritariamente, dois profissionais totalmente diferentes: o economista capitalista - aquele que vai atender às demandas das empresas das mais diversas formas ou vai aventurar-se em abrir seu próprio negócio (raro) - e o economista social - aquele que vai pensar no bem-estar geral da sociedade. Quem começa a entender essa ciência adquire conhecimentos excepcionalmente  importantes acerca de como qualquer (ou simplesmente algumas) operação(ões) envolvendo riqueza funciona(m), tais como o mercado financeiro, o funcionamento do sistema capitalista, as tendências de mercado, etc. O que quero dizer? Com esse poder em mãos você pode fazer duas coisas: primeiro, ajudar o capitalista (ou sê-lo) a atingir seu objetivo, o lucro, e, segundo, pensar (teoria) e agir (principalmente através da política, mas existem outros meios) de forma a garantir que o meio em que está atuando, seja o mais propício à otimização da produção e distribuição de riquezas e a consequente geração de bem estar geral da sociedade. Não pensem que eu estou dizendo que o primeiro é do mal e o segundo é do bem. Nada disso. Quem estuda economia sabe que sem o capitalista, na sociedade capitalista, seria muito mais difícil, ou até mesmo impossível, produzir as riquezas no nível que produzimos. Logo, os economistas capitalistas têm um papel notável em nossa economia. Ambos podem agir de forma benéfica ou maléfica para a sociedade. O que determina a virtude de cada um não é o caminho que tiveram que escolher quando encontraram essa bifurcação, e sim se agem eticamente ou não. Reforço, eticamente, não moralmente.  Portanto, acredito ser muito importante saber a definição desses dois termos, os quais causam muita confusão. Normalmente, achamos que são sinônimos, mas não é bem assim.

     Não sou nenhum filosofo para definir perfeitamente esses dois termos, mas, basicamente, é o seguinte: a palavra moral vem do latim "moralis", e significa "relativo às maneiras, aos costumes", ou seja, a moral remete às regras e costumes de uma sociedade.  Em contrapartida, ética vem do latim "éthos" e significa "caráter".

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Afinal, o que é capitalismo? (Parte final)

       O que é, afinal, capitalismo? Tanto a primeira perspectiva de capitalismo, quanto a segunda, compartilham um defeito: elas são insuficientes e,  sendo assim, incapazes de diferenciar períodos históricos. Se capitalismo fosse apenas um sociedade com pessoas que visam ao lucro de forma racional e sistemática, ou ainda, se fosse um sistema comercial organizado para o mercado distante,  então a Grécia antiga, o império romano, e até mesmo a Idade Média eram, em certo grau, capitalistas. A compra de escravos na antiguidade era um emprego "lucrativo"; nessa mesma época, o comércio no Mediterrâneo era intenso, e era um comércio orientado para o mercado distante (inclusive era um comércio ultramarino); a Idade Média, ao contrário do que muitos pensam, não era uma sociedade estável, dado que entre os séculos XI e XIV, havia um comércio relativamente grande, o qual cresceu, principalmente, depois das cruzadas. Prova disso é que 8 em cada 10 cidades européias forma fundadas nesse período. Se assim fosse, todos esses períodos históricos seriam capitalistas.

            Portanto, o Geist que tem inspirado a vida de toda uma época e a organização de produção para o mercado distante, explicam em partes o que é capitalismo, mas não nos deixa claro o que diferencia esse sistema econômico dos outros. Essas visões não nos fornecem com exatidão a definição de capitalismo. Porque, de fato, os meios pelos quais a sociedade se organizava, na antiguidade, para produzir os bens necessários para conservar-se e perpetuar-se eram muito diferentes dos meios pelos quais a sociedade européia nos séculos XVIII e XIX se organizava. É incoerente comparar o sistema econômico da Grécia e Roma nos séculos antes de cristo com a Inglaterra no século XIX. Assim, é logicamente errado dizer que essas duas sociedades, tão diferentes, possuíam o mesmo sistema econômico.

            A visão marxista de capitalismo é mais precisa no sentido de que pontua certas características que somente são encontradas no "capitalismo que surgiu na Inglaterra entre os séculos XIII, XIV e XV" e que mantém suas características principais até hoje.

Afinal, o que é capitalismo? (Parte 2)

MAX WEBER 
            Max Weber - considerado um dos fundadores da sociologia - em sua célebre obra  "A ética protestante e o 'espírito do capitalismo' ", propõe uma visão a qual capitalismo estaria relacionada à totalidade dos aspectos representados no Geist (Espírito) que tem inspirado a vida de toda uma época. Em outros termos, capitalismo estaria relacionado às características do povo de um determinado momento histórico. Esse espírito é o que Weber chama de "espírito capitalista", e capitalismo é uma sociedade na qual esse espírito apresenta-se inserido no éthos[1] do povo dessa sociedade. Dessa forma, para entendermos capitalismo, precisamos entender o que é "espírito capitalista", e para entendermos o que é "espírito capitalista", precisamos pontuar sua íntima ligação com a religião protestante. Para ser mais específico, precisamos pontuar a ideia que essa religião expressa sobre trabalho e lucro e como essa ideia contrastava com a ideia vigente na Europa durante a idade média: a ideia católica. 
            Nessa época, a igreja católica possuía preponderância suficiente para promulgar preceitos irrefutáveis os quais seriam seguidos pela esmagadora maioria dos indivíduos com fé - ou simplesmente por temor do inferno -inseridas nesse contexto histórico. Um desses preceitos era a condenação da usura (na Idade Média, entendida simplesmente como juros), ou seja, a igreja católica condenava aqueles que, ao vender seus produtos, cobrassem além do "preço justo" de uma mercadoria - em poucas palavras, o preço da matéria prima e do trabalho alocado nessa mercadoria. Quem o fizesse, estaria cometendo um pecado, e assim estariam mais próximas do inferno, e o inferno é o lugar onde há dor e sofrimento intermináveis. Sendo assim, trabalho, segundo a ética católica na idade media, era um simples meio de garantir a subsistência do indivíduo. Com o advento do protestantismo, a ideia que algumas sociedades passam a ter sobre usura muda drasticamente. Muda do inferno para o céu...literalmente. Agora; segundo a ética protestante e, principalmente, a ética calvinista; o trabalho deixa de ser apenas um meio de garantir a subsistência e passa a ser entendido como um dever moral, visto que para os protestantes, a profissão era um meio enobrecedor e dignificador do homem, pois durante o período em que trabalha, o indivíduo não encontra tempo de contrariar as regras divinas: não pratica excessos, não cede à luxúria e não se entrega à preguiça.

            Em relação a ética protestante, Weber (2007) escreve:

"Acima de tudo, este é o summum bonum[2] dessa 'ética': ganhar dinheiro e sempre mais dinheiro, no mais rigoroso resguardo de todo gozo imediato do dinheiro ganho, algo tão completamente despido de todos os pontos de vista eudemonistas[3] ou mesmo hedonistas[4] e pensado tão exclusivamente como fim em si mesmo [...] como inteiramente transcendente e simplesmente irracional. O ser humano em função do ganho como finalidade da vida, não mais o ganho em função do ser humano como meio destinado a satisfazer suas necessidades materiais. Essa inversão da ordem, por assim dizer, 'natural' das coisas[...]é tão manifestamente e sem reservas o leitmotiv[5] do capitalismo."(WEBER, Max. 2007, p. 46)

            Para Weber, portanto, o capitalismo teria originado e dessa forma se desenvolvido, na medida em que a cultura, ao ser modificada, gera um novo éthos, o qual embora não tivesse como objetivo estabelecer uma nova ordem econômica, e sim moral, passa a sustentar a essência do novo sistema econômico, o "capitalismo". O novo éthos, dessa forma, possui certas características que Weber denomina de "espírito capitalista": aquele que visa ao lucro de forma racional e sistemática, resguardando-se de todos os prazeres imediatos a fim de lucrar ainda mais, e faz tudo isso apoiado por uma ética que dignifica quem age dessa maneira.

            Em poucas palavras, Weber aloca - ou quem sabe, desloca - toda a definição de capitalismo para a cultura de um povo. Simples assim: capitalismo é um sistema econômico que possui como agentes econômicos indivíduos providos de um "espírito capitalista" os quais, sustentados por uma ética - a ética protestante - buscam, racional e sistematicamente, o lucro por buscar o lucro, o lucro com um fim em si mesmo, a ponto desses agentes trocarem a lógica da relação lucro-humanidade, ou seja, como diz Weber (2007), os indivíduos passam a estar em função do ganho e aceitam isso como finalidade de suas vidas e não mais o ganho está em função desses agentes como meio destinado a satisfazer suas necessidades materiais.


HENRI PIRENNE


           
            Henri Pirenne e muitos outros estudiosos viam capitalismo nas cidades e no comércio. Essa segunda visão, nas palavras sintetizadas de Dobb (1983), identifica o capitalismo como uma "[...] organização de produção para o mercado distante [...]". Em outros termos, Pirenne identifica capitalismo como um sistema econômico no qual a produção não necessariamente se destina aos mercados locais. Para compreendermos melhor essa visão, é conveniente utilizar a história como nossa ferramenta de apoio.

            Na idade média, segundo Pirenne (1963), as pessoas das cidades - como por exemplo padeiros, carniceiros, ferreiros, oleiros, peleiros etc. - produziam alguns produtos artesanais e alguns serviços  a fim de troca-los, na esmagadora maioria das vezes, por produtos agrícolas e na minoria das vezes por dinheiro. Naquela época existiam aqueles que produziam e vendiam localmente e aqueles que trabalhavam com um fim de exportar. Ora, a grande maioria da população das cidades era composta por esses pequenos produtores, e esses produtores eram quem tanto vendiam para os produtores agrícolas quanto quem compravam deles. Assim, tornou-se comum a organização de grêmios[6], que protegiam os artesãos locais da concorrência estrangeira.

            O capitalismo, segundo Pirenne, teria originado na medida em que o comércio foi intensificando-se. Por esse mesmo motivo, ele não identifica o fim da Idade Média com a tomada de Constantinopla, e sim com o século XII, com a revolução comercial e com a expansão das cidades. Considerava, pois, que o ressurgimento das cidades e do comércio de longa distância, paulatinamente, dissolvia o feudalismo. Para ser mais exato, capitalismo só seria capitalismo assim que, segundo Dobb, entre:

 "[...] os atos de produzir e de vender a varejo se separassem no espaço e no tempo pela intervenção de um comerciante atacadista que adiantava dinheiro para a compra de artigos com o fito de subsequente venda com lucro."(Dobb, Maurice. 1983, p. 16)

            Nessa visão, o capitalismo seria um sistema comercial, um sistema de economia de trocas, no qual o princípio orientador da atividade econômica é o lucro irrestrito. E o que traz à tona, o que deixa à vista o capitalismo são as cidades, que é o único lugar onde a atividade comercial pode intensificar-se e por-se em plena atividade
KARL MARX

sábado, 5 de abril de 2014

Afinal, o que é capitalismo? (Parte 1)

               Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o Ven quem está escrevendo. 

  Recentemente, fiz um trabalho acadêmico que precisava, ao longo de seu desenvolvimento, caracterizar as principais correntes da definição, origem, formação e desenvolvimento do capitalismo. Logo pensei em como as pessoas definem erroneamente ou incompletamente capitalismo: a palavra, talvez, mais louvada e, ao mesmo tempo, severamente criticada de todos os tempos. Não é por mal, claro; seria a mesma coisa que pedir a uma pessoa comum definir o funcionamento do sistema nervoso central. Alguns o irão definir, mas nunca tão completamente quanto um médico. No caso imaginado, cabe a eles saber corretamente como o cérebro, o bulbo, enfim, como esse sistema funciona. E cabem aos sociólogos, historiadores e, principalmente, economistas, estruturar algo coerente a respeito do sistema econômico capitalista.

      Tomei a liberdade e fiz uma pequena "pesquisa" sobre o assunto para certificar-me do que, exatamente, as pessoas imaginam que seja capitalismo. Perguntei para dezenas de indivíduos, de diferentes e idades, profissões, e lugares(4 países diferentes, uhu!), que me respondessem "…com suas palavras, sem se preocupar em formular algo "correto", o que é capitalismo? E capitalista?" Apesar dessa pequena "pesquisa" improvisada ter sido feita sem metodologia, podemos ressaltar alguns aspectos que nela ficam evidentes - por exemplo, a ideia de que capitalismo está relacionado ao lucro.

       Confiram algumas das respostas que obtive: 
 "Capitalismo é um sistema econômico que se baseia no capital e visa o lucro."  
"Um modelo econômico onde o governo não interfere na sua gestão, onde o proprietário visa lucro para sua empresa." 
 "Capitalismo é onde a pessoa ou a empresa busca o lucro".  
 (O capitalismo)"...Tem como base a exploração e visa o egoísmo."  
"O capitalismo é o sistema econômico vigente, atualmente que prega a ganância, e o consumo exagerado e sem limites."
"Capitalismo é...si por si e "deus" pra todos...Seria uma forma moderna da seleção natural se expressar...Apenas os mais preparados pra esse mundo sobrevivem".  
"Capitalismo é o que os capitalistas fazem. Não existe uma definição exata de capitalismo. Um exemplo de capitalismo é, por exemplo, quando um capitalista quer fazer fortuna e para isso reduz o salário dos seus empregados."  
"Capitalismo é o sistema base de todos os outros sistemas. Mesmo que o mundo inteiro seja comunista o capitalismo ainda existirá através do escambo. O homem sempre tentará barganhar para conseguir mais do que já tem. E mesmo que todos ganhem os mesmos itens, um sempre achará uma maneira de ter mais que outro."  
 "...não relacionado apenas ao consumo mas também ao sistema político no qual estamos inseridos"


        Outras definições formam um pouco mais elaboradas:

"Capitalismo é o sistema econômico em que os meios de produção, ou seja, o capital, pertencem a iniciativa privada e o objetivo maior dentro do sistema capitalista é o lucro dentro da economia de mercado."  
"É um sistema em que quem produz não é quem ganha; e sim, da ganho para aquele que detém o capital"  
"...capitalismo baseia-se no comércio, e na troca de produtos mundial, tem como classes a dos patrões e a dos proletários e no mundo moderno tem a dos "trabalhadores autônomos", quanto mais produtos para comprar/vender melhor para o capitalista aquele que conduz o capitalismo, geralmente empresário."

quinta-feira, 6 de março de 2014

Studio Ghibli, Kaze Tachinu, Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Joe Hisaishi: Muito obrigado/Dōmoarigatougozaimasu





A-よ!みなさん!
V-Olá pessoal, tudo bem?Há quanto tempo!
A-はい!君がいなくて寂しいですよ!
V-Ashitaka disse que sente saudade de vocês! Eu também pessoal, estava com saudades.
A-そうです. Muita saudades.
V-Hahaha. そうです é uma forma de concordar em Japonês
A-Ashitaka e Ven precisam deixar claro algumas coisas minasan!
V-É verdade, Ashitaka. Quer falar para o pessoal? Já que foi você mesmo quem decidiu escrever, não é?
A-Hai, Ashitaka concorda. Hoje, Ashitaka e Ven vão falar sobre o Studio Ghibli, não o Studio Ghibli em si. Ashitaka e Ven vão falar dos trabalhos que o Studio produziu.A shitaka é muito fã desse Studio, muito fã mesmo! O maior fã do mundo!
V-Calma, calma Ashitaka, você é um grande fã, certo?
A-É, um enorme fã! Um fã imenso!
V-Hahaha
A-Vocês, caros leitores, perceberam que a frequência com a qual Ashitaka e Ven estão postando no Blog é baixa, né?
V-Sim, é verdade. O que a gente quer dizer é que, felizmente ou infelizmente, essa frequência baixa é o melhor ritmo que encontramos para garantir a "qualidade" de nossas postagens. (Não sei até que ponto podemos falar em qualidade de postagens hahaha).
A-Hai, Ashitaka e Ven decidiram que o melhor a se fazer seria zelar pela qualidade. Postar para vocês algo legal, tranquila e naturalmente. Não é, Ven?
V-Exatamente. Vamos postar na medida do possível. Afinal, esse Blog não tem um compromisso firmado com alguém.É apenas um meio de expressar as nossas ideias e, se possível, expor algumas realidades do "Mundo Esquecido".
A-Hai! Outro ponto que Ashitaka quer colocar aqui é o seguinte minasan: perceberam que esse formato está se repetindo? Sim, Ashitaka e Ven decidiram que o diálogo é a forma mais divertida de postar no Blog.
V-Hahaha, verdade Ashitaka. A leitura fica mais dinâmica e descontraída, ao mesmo tempo que nos permite manter a seriedade quando necessária. Vamos esperar, pacientemente, por alguém que dê alguma opinião sobre isso.Sobre o que acham desse formato.
A-そうです
V-Conte, então, Ashitaka, o que você quer falar para os nossos leitores.
A-Hai! Mas antes de começarem a lerem, Ashitaka gostaria de informar a vocês que esse texto promete ser o texto mais longo já escrito por Ashitaka. Seu objetivo - no duplo sentido mesmo; ou seja, o objetivo do texto e o objetivo de Ashitaka - é tentar, em clima de despedida, somente com palavras, imagens e vídeos, agradecer a todos os que fizeram, fazem e farão parte do "time Ghibli" - o qual emociona, inspira, instiga, incita, seduz, atraí, estimula, encoraja e sensibiliza - um público grande; e, permita Ashitaka dizer, seleto.
V-Como assim. O que você quer dizer com Seleto Ashitaka?
A-Seleto no sentido de que fora do Japão, poucas são as pessoas que tem interesse por esse tipo de arte:fina, rústica, discreta, modesta e profunda.
V-E por que você acha que poucas pessoas tem interesse por algo tão legal, Ashitaka?A-Por causa do nosso Mundo, Ven. Em um Mundo onde parece não haver mais limites, o entretenimento entrou em um caminho sem volta: para atrair, é preciso encher os olhos, a ponto de não ser mais possível captar o que é intrínseco, o que é a essência. Muitos sons, vozes, imagens: tudo muito rápido. Isso anseia o público; o público, consequentemente, é ansiado por isso, e então entram num ciclo de ansiedade o qual não há saida. Essa ansiedade já se tornou intrínseca, já se tornou a essência da sociedade onde Ashitaka e você, caro leitor, vivemos. Por isso, não buscamos mais essências. Temos a falsa impressão de que já a possuímos. As pessoas não tem mais tempo, elas não conseguem mais parar, apreciar e, principalmente, contemplar. E é pré-requisito para assistir os filmes do Studio Ghibli: conseguir permanecer quieto e contemplar as sutilezas que ele apresenta. Portanto, não é qualquer pessoa que assiste, ou melhor, que gosta desse tipo de arte.
V-Entendi Ashitaka. Quer dizer que as pessoas não tem mais paciência e, ao mesmo tempo, mudaram seus gostos. Elas querem muita ação e pouca profundidade.
A-Isso mesmo Ven.
V-Pra mim, Ashitaka, três pessoas foram decisivas, foram a base para todo esse sucesso.Três pessoas.Três pessoas cujos nomes são:Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Joe Hisaishi.
A-Ashitaka concorda. Mas é bom lembrar, Ven, de que as pessoas não podem restringir o sucesso do Studio para, somente, essas três pessoas .Tiveram papéis fundamentais? Sim. Mas não foram eles quem fizeram os milhares de frames de cada animação, por exemplo.
V-É verdade.
A-Mas Ashitaka vai falar dessas três pessoas, já que comentou. Eu acho que, o primeiro, todos os quais tiveram interesse em ler esse artigo conhecem. É ele o criador dos maiores clássicos do Studio: Tonari no Totoro, Mononoke Hime, "A viagem de Chihiro", Kaze no Tani no Naushika, etc.
 O segundo, cofundador do Studio e um pouco menos conhecido, criou, também, vários filmes. O mais conhecido é Hotaru no Haka (O túmulo dos vagalumes) o qual, inclusive, já foi matéria aqui no Blog (Cliquem Aqui para acessar a resenha que Ashitaka e Ven fizeram). Seus filmes são famosos por retratar o cotidiano do Nihon.
V-Eu gosto muito do Takahata. "Pom Poko" e "Tonari no Yamada-kun" são fantásticos também.
A-Hahaha. Ashitaka adora Pom Poko. Mas voltando, o terceiro merece um pouco mais de atenção por parte daqueles que assistem aos filmes. Ashitaka acredita que Joe Hisaishi - aquele que criou maioria esmagadora das trilhas sonoras dos filmes do Studio Ghibli - é tão responsável pela elevação dessa arte quanto Miyazaki e Takahata. As músicas compostas por ele criam toda aquela atmosfera mística que aproxima a obra do espectador. Ashitaka nem Ven…você entende de música, Ven?
V-Nem um pouco kkk.
A-Hehehe. É, eu imaginava.
V-O que!?
A-Não, voltando ao assunto
V-Hum
A-…Ashitaka não entende de música, por isso ele não pode aprofundar-se muito nesse assunto. O melhor mesmo seria assistir aos filmes e prestar atenção nas trilhas sonoras. Ashitaka destaca e mostra alguma dessas trilhas: "Sen to Chihiro no Kamikakushi", "Mononoke Hime"  e "Kaze no Tani no Naushika".

Sen to Chihiro no Kamikakushi




Mononoke Hime






Kaze no Tani no Naushika


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Em meio a controvérsias, ele está aí, e promete ser a principal via de acesso à educação superior em nosso país: SISU.

 Olá pessoal, tudo bem? Já faz algum tempo que não nos vemos, não é mesmo? Eu e Ashitaka precisávamos descansar nossas mentes. Sim, nossas mentes. A escola deixa qualquer um cansado. Principalmente aqueles que estudam para enfrentar alguma prova, concurso, ou vestibular(nosso caso). Pode ser que cansemos mais que a média, quem sabe? Mas afirmo, com certeza, que quem estuda com afinco e dedicação, no final, se encontrará exausto.

     Falando em escola, pessoal, saiu ontem, dia 13, a primeira chamada dos candidatos que tentaram e ainda tentam concorrer a uma vaga em instituições de ensino superior através do SISU (Sistema de Seleção Unificada). Deixe-me explicar brevemente como funciona; os prós e os contras e porque o governo federal decidiu substituir os vestibulares convencionais por esse sistema.

     Mas falar de SISU e não falar de ENEM é como falar de Platão e não falar de Sócrates. Iniciemos, então, por esse.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A finalidade última de nossas ações (texto poético)

     E ai pessoal, tudo bem? Vim aqui hoje para compartilhar um texto poético que fiz. Acho que isso não vem ao caso, mas preciso explicar a situação na qual esse texto foi produzido.

     Participei de um encontro o qual, em algum momento, sugeriu ao seus participantes que escrevessem o seu " Dharma" - muito sucintamente significa "missão de vida". A ideia era escolher alguns verbos que fizessem sentido para os participantes, depois construir e associar as frases com os verbos escolhidos para, enfim, produzir o seu "Dharma escrito". Cada pessoa montaria o seu texto sozinho. Inclusive, aconselharam a não compartilhar as produções, com exceção daqueles que se sentissem muito à vontade para isso. Uma produção normal (que foi dado como exemplo base para a elaboração dos textos) seria montada mais ou menos assim:

  Verbo => Frase com o verbo => Associação das frases

  Verbo:Aprimorar => Frase:Aprimorar a cada dia =>  

                                                                    
  Verbo:Ajudar => Frase:Ajudar o próximo =>           

  Associação:Aprimorar-me a cada dia visando ajudar o próximo



     O texto que produzi - e confesso que ficou bastante diferente da proposta original - se encontra logo abaixo e seu assunto é, basicamente, como encontrar a felicidade, e não o meu "Dharma". (POR FAVOR, NÃO ME VEJAM COMO UM ESCRITOR DE AUTOAJUDA!) O meu texto não tem como objetivo ensinar às pessoa o caminho correto para se obter a felicidade - que, por sinal, jamais será encontrada de maneira igual para todos. Sua função, na verdade, é a de expressar-me. Somente isso.

     Acredito que a felicidade seja a finalidade última de nossas ações. Tudo o que fazemos, tudo o que buscamos e tudo o que renunciamos, para mim, são meras intermediações para se alcançar a felicidade. Por isso, ela se torna a 
finalidade última de nossas ações.

     Ah! E antes que me esqueça, os verbos com os quais eu tive que produzir foram: amar, sonhar, renunciar, praticar, aprimorar, refletir, retornar, continuar, elogiar e inspirar.

"Não consegues achar a felicidade?Então ama o que fazes e sonha com isso.
 Não consegues fazer o que no sonho amas?Então renunciaRenuncia tudo. Tudo o que não convém; tudo o que magoas. Renuncia tudo o que o tempo para, a fim de que faças tudo, o que para no tempo. Mas não vejas na renúncia a desistência. Pois essa é não conseguir o que queres. Aquela, é não querer o que consegues.
 Já renunciaste? Então praticaPratica tudo para o que amas e o que amas, em tudo. Aprimora-te. E quando achares que ainda não estás bom, refleteReflete sobre tudo o que erraste e o que erraste reflete tudo. Lembra-te que, antes de estar bom, deves estar bem.
 Já refletiste? Então retorna. Recomeça. Continua. Ainda há tempo.Lembras-te? O tempo parou. Não fora tu quem quem fizeras o que para no tempo?
 Já retornaste? Já recomeçaste? Continuaste? Então mantenha. Garanto que estás no caminho certo.
 Conseguiste!? Fico feliz...mas esqueceste de algo fundamental...
(...)Ainda falta algo? Ainda não achaste a felicidade? Então partilha. De nada fará efeito, se não compartilhado. Olha a tua volta. Elogia para que sejas elogiadoInspira para que sejas inspirado. E que eles elogiem outros, inspirem outros...
(...)(...)'Conseguiram?Fico feliz...' "

     Bom pessoal, então é isso. Se, por ventura, alguém quiser participar dessa "brincadeira", façam o seguinte: pense em 10 verbos que, para você, tenham um sentido, um fim ou uma inspiração. Depois, organize-os formando frases como no exemplo acima. Por favor, se forem participar dessa "brincadeira", façam-na pensando em si, somente em si.

     Espero que tenham gostado. Comentem o texto e deem suas opiniões; sintam-se livres.

     Espero vocês nas próximas postagens.Até logo!